| Histórias de Setúbal e dos seus bombeiros voluntários V - A extinção dos bombeiros municipais |
| Quarta, 24 Fevereiro 2010 17:30 |
| Em Março de 1929 houve um incêndio, durante a madrugada, numa fábrica de conservas de peixe, a Arrábida, que ficava na Rua dos Trabalhadores do Mar. Um carro dos bombeiros municipais chegou quase vazio de água e outro chegou tarde, pois não tinha motorista. Além disso, correu o boato que os bombeiros municipais apenas queriam fazer serviços nas casas de espectáculos. A CMS, passados dois dias, apreciou as críticas quanto à actuação dos bombeiros no incêndio e deliberou suspender o Comandante, dissolver todo o corpo dos bombeiros, criar um corpo provisório e reorganizar os serviços com um inspector vindo de Lisboa. Foi uma medida drástica, só possível num governo de ditadura, mas foi a partir daqui que os bombeiros municipais de Setúbal se libertaram da sua antiga estrutura algo amadora e começaram ser um verdadeiro corpo de bombeiros. Além disso, a CMS podia dissolver os seus bombeiros, pois sabia que contava, durante o período da sua reorganização, com a Associação dos Bombeiros Voluntários de Setúbal para os sinistros. E, efectivamente, no dia três de Abril, durante a noite, sempre de madrugada, como era habitual, houve um incêndio numa fábrica de conservas situada na Rua Camilo Castelo Branco, que foi dominado a tempo com prejuízos de pouca importância e apenas com assistência dos bombeiros voluntários. |




