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Histórias de Setúbal e dos seus bombeiros voluntários IV - O boçal e a "camareira |
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Quinta, 11 Fevereiro 2010 16:57 |
«A crise em Setúbal durava há um ano, arrastou-se quase durante dois anos, mas uma das maiores preocupações da edilidade da altura era arranjar um bom nome para a Rua da Praia, que entretanto estava em obras. Os nomes alvitrados foram Avenida Marginal, Avenida D. João II, Avenida Todi ou Avenida Rainha D. Amélia. A CMS acabou por adiar o assunto, uma vez que o seu Presidente, o inefável António José Baptista, afirmou que “A avenida devia ter um nome mais célebre que o de uma cantora de palco.”
Em fins de Agosto voltou a CMS a debruçar-se sobre o nome da futura avenida. O diálogo que se estabeleceu na sessão da CMS foi eloquente. O vereador Francisco Lino propôs o nome de Avenida Todi. O Presidente, rico mas boçal, disse que “Talvez a Todi fosse uma camareira ” e logo o vereador Assis respondeu que, “na classe das cantoras havia mulheres honestas”. Felizmente, apesar do nível da discussão, lá foi adiada mais uma vez a deliberação. Na última sessão de Agosto o vereador Assis voltou ao assunto e propôs novamente o nome de Avenida Todi para a Rua da Praia. Argumentou que Luísa Todi foi uma “notabilíssima cantora, nossa conterrânea e uma das glórias do palco lírico.” A CMS lá aceitou a proposta, que acabou por ser aprovada.»
In "Os 125 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal", de Alberto Pereira, em fase de revisão, a editar brevemente

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